quinta-feira, 17 de julho de 2008

Montanha russa uma ova... Eu sou é feliz.

Um dia a mais pra rir do tempo.
É tão bom quando aquela sensação de que as coisas vão melhorar é recompensada... Tão bom que eu seja tão feliz e saiba no instante em que sou. E que as pessoas, as preciosas, as indispensáveis, as inesquecíveis, da minha vida estão logo ali atrás de uma ligação, de pé ali passando no ônibus, tentando ligar pra minha casa quando tô na internet... Elas não sumiram, não me esqueceram, nem me ignoraram. Eles têm problemas e, que bom meu Deus, elas também precisam de tempo, de colo, de luz. Que nem eu... E quem sou eu pra negar? Negar que gosto de me sentir participante das vidas das minhas famílias, as de sangue e as de afeto e as de sangue e afeto, seria absurdo. Tão absurdo quanto negar minhas dúvidas, minhas crises de identidade, minha corroída fé no mundo...
E mais absurdo seria negar essa paz boa que toma meu coração quando me vejo retornando do fundo das minhas inquietações, às vezes até mais inquieta mas mais forte, mais precisa, mas intensa. Dúvidas? Elas aparecem sempre. Não há muito o que fazer contra elas, nem sei se deveria... A certeza é a irmã do engano.

Ah... E como é bom respirar esse cheiro doce de alegria calma e morna, como a cama nas tardes chuvosas, o barulhinho da chuva lá fora e universo todo cabendo no quentinho dos lençóis e do colchão... Que nem comer do prato de minha mãe... Que nem o abraço coletivo dos meus sobrinhos... Um universo num instante quente...

Ai vida... Eu quero é tu...

sábado, 12 de julho de 2008

" Não me dê atenção, mas obrigada por pensar em mim."

Sei da força que tenho. Nunca precisei mentir... Mas todo mundo é tão hipócrita, tudo é tão banal. Dá uma dúvida se vale mesmo a pena me escandalizar tanto, chorar, gritar, espernear...
Terrível essa sensação de que ninguém me escuta, ninguém dá bola... De que não é muito interessante quando é você quem precisa de compreensão... Então o que se há de fazer?
Eu mesma não faço mais dengo e nem dengo ninguém.
Não perdi minha fé. Não é isso...
Não. Eu ainda acredito nas pessoas, acredito sim, por mais que eu tente, por mais que finja, eu não posso mentir pra mim mesma: acredito nas pessoas. Confio. É complicado pra uma pessoa que cresceu numa família unida, que teve e tem amigos preciosos, desacreditar do melhor, embora ele pareça tão distante.

Só estou cansada.

E cansaço, assim como a dor, assim como a mágoa, passa.