domingo, 17 de agosto de 2008

Numa noite de eclipse, luz.

Inquietação boa essa de ter a paixão renovada.

Não. Não aquela dos grilhões.
E que ferroa e que arde e que dói.
Mas a paixão que faz querer comer o mundo. Digerir cada nota e cada verso que o vento desenhar pros sentidos.
Sentir de novo a doçura de existir. Esse mel que cuspimos fora todo dia. Que perdemos todo dia.
Há tanto pra se ver e o tempo é tão pouco... Não há nem segundos pra lamentações.

No meio da euforia dos que não se contentam, eu pude ver, bem em frente aos meus olhos, como uma verdade velha mas esquecida, calor e aconchego.
Eu que nem me deslumbro mais... Eu enxerguei de novo.

Ainda há o que se ver nos olhos dos poetas.
Ainda há paz nos olhos dos poetas.
Como ungüento para a alma dos que não amam, ainda há o que sorver nos olhos dos poetas.