quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Máscaras...


Eu sei tá longe do carnaval... Geralmente é quando todos mascaram ou desmascaram... Seja pela dor ou pelo gozo...

Mas seja tudo artificial ou seja a verdade pura e clara sob o pretexto da loucura, não é lá que fica o imaginário das fantasias? O grande armário dos devaneios e das confusões?

Eu sei, eu sei, tá longe... Mas é que eu, que carnavalesca não sei ser, ando pedindo... Ando ansiando sem me guardar por um tantinho que seja desse fogo de gritar flores... Ou se não for demais, uma máscarazinha qualquer, qualquerzinha, mesmo que barata... Que as minhas já se quebraram, que as minhas não colam mais... E isso é até bom... Até certo ponto.

Até certo ponto tenho virgulado os meus instantes como um texto "direitinho", "um textinho 10 em Redação"... Mas cansa. O corretinho, o pontuadinho, o afirmadinho... É... Eu queria brindar. Mesmo que de mentirinha... Sorrir até transpor a linha da dor, até me desconhecer, até não saber mais o porquê de tanto riso...

Não é pedido de ajuda. É só vontade de entender.



Imagem de António Medeiros.