quarta-feira, 18 de março de 2009

Porra louca não... Respeite!!! Pós-moderna...


Te adoro sua junge permissiva! Eva de todos esses "Adãos" sem norte...

EvoéBordosa!! Evoé!


Destruiremos esses "Adãos" sem destinos... Daremos a eles todas as maçãs e os expulsaremos para sempre, sempre, de todos os paraísos enrolados em suas teias psicanalíticas, pirotécnicas e descontínuas, tão mediocremente criadas pelas loucuras freudianas... Que nunca, desde a génese, tiveram forças para decisões próprias... E ainda nos culpam... Só porque sabemos que a vida é simples...
Tão fáceis de confundir... Tão pueris... Pobres crianças que não sabem brincar...
Mas os saudemos sempre! Somos carnes de suas costelas, eles nos inventaram...
E nos reinventam todos os dias... Criaturas adoráveis... Deleitáveis... Deletáveis.
Os saudemos querida amiga!
Evoé Adão, Evoé!!!
...
Tá eu sei... Isso foi meio "malamada" demais. Mas e daí? Tava afim de escrever caramba... Parem de ler blogs seus chatos... Nam... Ninguém nem pode cuspir pra cima aqui... Cruzes.

Adélia... Eu entendo.

"...Eu quero é o seio de Deus, quero encontrar Abrãoo e me insinuar junto dele, até ele perder o juízo e me fazer um filho que terá muitas terras e ovelhas. Emancipada não quero ser, quero ser é amada, feminina, com lindas mãos e boca de fruta, quero um vestido longo, um vestido branco de rendas e um cabelo macio, quero um colchão de penas, duas escravas muito limpas e quatro amantes: um músico, um padre, lavrador e um marido. Quero comer o mundo e ficar grávida, virar giganta com o nome de Frederica, pra se cutucar na minha barriga e eu fredericar coisas e filhos cor amarela e roxa, fredericar frutas, água fresca, as pernas abertas, parindo. Por dentro faço mel como colmeias, põe tua língua no meu favo hexágono. As quatro vias são de Santo Tomás, santo opulento e sábio. Eu tenho a via-crucis e a via-láctea. A via Dutra é mortal. a via-Mão não dá pé. Quem dá o grito primal paga caro o analista, quem dá o grito vai preso, quem escreve feito eu esgota o zumbido de seu ouvido, mata um a um os maribondos, com agulha fina, nos olhos. Não posso ver trouxa frouxa, amarro até ficar dura."


Trecho de Quarenta anos da publicação Solte os cachorros. Adélia Prado.