segunda-feira, 16 de agosto de 2010

" No mesmo lar, no mesmo quintal..."

Eu só penso que  reconheceu em quem já conhecia uma forma nova de ver o mundo. Verdadeiramente re-conheceu e se encantou.
Vai te devorar, disseram... "O amor é feito um laço, um passo pruma armadilha"
Ela deu o passo... Caiu no laço da armadilha mais certeira... E ela nem gosta de pensar como seria se não o tivesse feito... Sentiu o irreconhecivel conhecido  novamente no seu passo descompassado.
Repassado ao futuro de novo.
De novo pulsando.
E disseram a ela várias vezes  "vocês são muito diferentes". E eala teve a graça de enxergar as diferenças se complemetando e agradecer por nao ter um espelho do seu lado... Assim, diferentes sem ser contrários ao outro, ela e o reconhecido amor, diferentes como azul e laranja.
 Encontrou no seu oposto de nada opostivo o que de diferente ela esperava do mundo. Encontrou carinho e fúria, encontrou doçura e ardência. E soube que o paradoxo não era sinômino de inconstância. E que a sua contradição, que tanto a caracterizava, nada mais era que medo bobo de ser apenas uma. Medo de ser mulher. A mulher.
E com tanta coisa diferente tudo  foi ficando tão encaixável e harmônico. Um duo. A saia florida vestia bem com botas e a bermuda preta fez par com sandália de couro.  E soube arder no frio e sussurar gritos.
Ela, moça, dona de seus minutos antes preciosos.
Ela, dona de um sacrificar-se constante, criava na sua cabeça infértil fantasias para suas mãos.


E a isso bastou-lhe reconhecer.
Re-conhecer...


E o que disseram? Ora, pois ainda dizem... Descem a linguas lambiloucas entre os olhares...
Tecem o improvavel...
Mas dizem que cresceu
Dizem que ela é louca
Dizem que não mais temor...
Dizem que é livre.

"... Adeus dor..."